Meu silêncio (José Maria Alves Nunes)
O silencio que faço
é de puro espanto,
de desencanto,
e enorme desapontamento.
Sabe esse descompasso,
hora a pressa,
hora essa angustiante lentidão?
é de tristeza, incredulidade,
e decepção.
Desprezo Que um dia, meu corpo inerte, sob a lápide fria,
seja banquete de vermes,
os legítimos.
Enquanto vivo,
dispenso aos pretensos,
meu desprezo.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Mosaicos
(José Maria Alves Nunes)
E de repente, mais uma vez,
o coração perde o prumo
o rumo
e deixa-se levar
É o amor que, de um salto,
toma-o de assalto
o faz de gato e sapato
e depois me devolve só os pedaços
eu que me vire pra juntar os cacos.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Desnorteado
De repente
vem um anjo caído
e toca meus ombros.
Acordo
e me assombro.
Perdido entre escombros
Não acho saída.
Amor presumido
Um dia ainda saberei
Das coisas do amor.
Saberei do fogo
Do gozo
E da morte.
Por fim
Saberei se azar ou sorte
tem quem nunca o encontrou
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Sejam bem-vindos!
Espero que meus escritos possam lhes causar alguma emoção.