Lançamento do Livro Raízes e Colheitas: Os Passos dos Guimarães Braga, de José Maria Alves Nunes
O livro que marca a estreia do jornalista José Maria Alves Nunes no cenário da literatura brasileira, Raízes e Colheitas – Os passos dos Guimarães Braga será lançado no dia 11 de novembro de 2010, a partir das 19h, no Bar e Restaurante Feitiço Mineiro.
“Raízes e Colheitas” relata a trajetória de agruras e glórias de um casal de imigrantes portugueses, e seus descendentes, que veio para o Brasil em meados do século XIX e se radicou em terras do interior do estado de Minas Gerais.
Embora seja uma história de ficção, o romance exigiu do autor um sério trabalho de pesquisa em razão do cenário - o belo interior do Estado de Minas Gerais-, e da época em que a trama acontece - de meados do século XIX até o início do século XX.
O foco principal do livro são as relações humanas. Os personagens do romance trazem arraigados em si as fraquezas, bravuras, covardias e heroísmos – os sentimentos mais feios, e os mais belos -, que são característicos dos seres humanos. Até onde uma pessoa pode ir para atingir um objetivo? Que meios e artifícios ela é capaz de usar? Quais são seus limites? Isso depende de seus escrúpulos, de sua cultura e até mesmo do seu estado de saúde.
SOBRE O AUTOR
José Maria Alves Nunes nasceu em Santa Rita de Cássia – Bahia e reside em Brasília desde 1978. Nos anos 80 estudou administração na UDF e, posteriormente, formou-se em jornalismo pelo Instituto de Educação Superior de Brasília – IESB. Tem a literatura como uma de suas paixões e escreve desde a adolescência. Parte do que escreveu encontra-se publicado nos blogs que mantém: http://www.jmpoesias.zip.net/ e http://www.jmpoesias.blogspot.com/
E de você que direi?
Direi do mar verde azulado que teus olhos represam
e dos barcos a vela que neles flutuam,
do frescor de teu hálito, do calor de teus braços,
e da luz que irradias.
Direi de tua nobreza,
da intrínseca beleza que guarda além desse semblante sisudo
e direi de teus atos que me deixavam mudo.
Ah... direi tantas coisas
Mas guardarei comigo teus segredos
teus grilos, teus medos
para devolvê-los quando você voltar
Qualquer verso
qualquer poesia que eu escreva neste instante
terá gosto amargo e odor fétido
refletirá minh’alma em decomposição
Recolho-me, então
para preservar a literatura
dessa avassaladora amargura
que me inunda as veias de agonia e pranto.
Despeço-me das letras com um triste canto
e integralmente mergulho na escuridão
do universo de minha loucura.