Lamentável que em pleno Século XXI ainda existam pessoas no Brasil, capazes de expressar opiniões tão absurdas a respeito de crenças, origem, sexo, enfim.. .
Primeiro, um dos integrantes do “Restart”, do alto de sua sapiência, agride todo povo do Amazonas quando, reconhecendo sua própria ignorância, diz não saber se existe civilização naquele Estado.
Agora foi a vez do “grande” ator Marauê Carneiro falar mal do Piauí. O que será que passa na cabeça desses “artistas”?
Muita gente, a verdadeira gente brasileira, ficaria grata, se artistas desse quilate guardassem suas brilhantes opiniões para eles mesmos, ou então para as pessoas com as quais convivem no mundinho particular, medíocre e limitado, no qual vivem.
Às vezes tentamos nos blindar, ou os ignoramos, fazendo “ouvido de mercador”, porque sabemos que o crédito desses pretensos artistas junto às pessoas que realmente importam é muito pequeno, mas outras vezes...
A verdadeira classe artística sabe de quem falo.
(José Maria Alves Nunes)
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sábado, 26 de março de 2011
sexta-feira, 18 de março de 2011
sábado, 5 de março de 2011
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Meu tempo
Eu não gosto do tempo dividido
Fatiado.
Em pedaços.
O meu segundo
É o tempo que tenho pra ficar no mundo.
Não me determinem tempo
para o realizar, para o fazer.
Tenho todo tempo para dispor como quiser
entre o nascer e o morrer
Portanto, não me digam de meu tempo
Se curto ou longo,
meu tempo é inteiro
O meu tempo é um só
indivisível
Eu sem você
De que me adianta agora ter às mãos todas as estrelas
Se não tenho mais você para recebê-las?
Todo esse azul, esse sol, os matizes florais
Os aromas matinais
Esse coral de passarinhos, para quê?
Se não tenho mais você.
Nada faz sentido se não estás
Tudo é deserto, vazio
O que me sobra é o cio, só
Esse fogo incontrolável que se alastra
Por toda minha pele, à minha revelia
E que me deixa assim, sem reação.
Se não tenho mais você para recebê-las
De que me adianta agora ter às mãos todas as estrelas?
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Contrários
Havia por trás da beleza do azul de teus olhos uma angústia, à custa contida. Era qualquer coisa de nostalgia. Uma ponta de tristeza. Uma frustração. Não sei distinguir ao certo.
Quando essa angústia se manifestava, eu nunca sabia como lhe dar com ela. Então, em sinal de respeito, me aquietava num canto e de lá, estranhamente, de forma meio egoísta, achava bonita aquela tristeza, aquele teu olhar cansado de carregar o peso da lágrima que você insistia em não deixar cair.
Então teus olhos eram lagos, rios caudalosos, mares imensos, e eu sentado às margens admirando as paisagens.
Depois, quando a tristeza se ia, eu lastimava o sol que nascia no centro de teus olhos e me tornava toda aridez.
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